Sessenta são presos em ponto de tráfico no Centro de Curitiba
Uma das principais bocas de tráfico do Centro de Curitiba foi desmontada pela Polícia Civil numa operação que terminou com 60 pessoas detidas. O número de prisões obrigou a polícia a usar um ônibus biarticulado para o transporte até a delegacia. O ponto de tráfico funcionava no Clube de Carteado São Bernardo, na Rua Cruz Machado, entre a Alameda Cabral e a Rua Voluntários da Pátria, numa sobreloja, no Centro de Curitiba. O lugar fica próximo a boates, lanchonetes e hotéis de alta rotatividade. O clube funcionava 24 horas, num local fechado, com interfone para controlar o acesso e olheiros na rua. O serviço de vapor, avião e olheiro era feito por viciados e prostitutas.
Os policiais da Delegacia Antitóxicos apreenderam na operação 1,8 mil pedras de crack (300 sem embalagem e dois tijolos que equivalem a 1,5 mil pedras), buchas de maconha e cocaína, cachimbos. Também havia objetos roubados que foram dados por viciados em troca da droga. Nove presos (seis homens e três mulheres) foram autuados em flagrante por tráfico.
A polícia conseguiu se infiltrar no local depois de 60 dias de investigação. Uma câmera colocada registrou cerca de 340 flagrantes de venda de droga, segundo a polícia. Com a filmagem, policiais se infiltraram na boca de fumo, após fazer "campana" nos últimos 15 dias.
A operação para prisão começou na quinta-feira, às 22h. Depois de entrar e prender os supostos donos da boca, os policiais ficaram dentro do cassino clandestino esperando clientes. Cada um que tocava o interfone pedindo drogas era convidado a subir. Chegando no clube, era preso.
Investigadores e delegados ficaram no interior do clube cerca de seis horas e 30 minutos. "A polícia se passou por traficante e deu voz de prisão para usuários de drogas, que foram detidos até o fim da operação. Os viciados foram soltos, após se transformar testemunhas da polícia", disse o delegado-titular da Delegacia de Antitóxico, Alfredo Dib Júnior.
De acordo com o delegado, a venda de drogas no cassino clandestino se intensificou nos últimos quatro meses. "O tráfico aumentou muito no clube depois que a polícia prendeu a quadrilha que vendia crack e maconha na Praça Generoso Marques [em novembro do ano passado]. O negócio faturava cerca de R$ 90 mil por mês", disse Dib.
SENSACIONAL!
MEUS PARABÉNS À POLÍCIA, QUE FINALMENTE FEZ ALGO. ISTO ERA AQUI DO LADO DE CASA. NINGUÉM AGÜENTAVA MAIS.
30.3.04
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