QUEM SE LEMBRA DA XUXA?
Quando eu tinha meus 14 anos e morava em Londrina, trabalhei durante um ano num escritório de arquitetura, em um bairro muito bonito, o Jardim Quebec. O escritório ficava no térreo de uma casa. Minha mesa ficava encostada à janela, e eu adorava observar o movimento da rua. Na verdade, não havia movimento algum, e era essa estática que me fascinava. Tudo muito calmo. Eu relaxava. Pássaros, árvores balançando ao som do vento, a sombra das árvores se escondendo do sol. Esse "equilíbrio dinâmico" só era quebrado quando a cadela Xuxa, da casa da frente, assolava a todos com seus ladridos esganiçados. Insuportável. Todos odiavam aquela cadela. Ela latia geralmente quando a dona — uma senhora (aqui sim, mais de 60 anos) que tinha um belo fusca rosa — chegava ou saía com o carro. Na hora de ir embora, eu fazia questão de provocá-la. Atravessava a rua e, batendo com o pé, "latia" também. Ela ficava louca. Isso se prolongou por vários meses.
Um certo dia, eu percebi que tudo estava demasiado calmo, mesmo depois de ouvir o barulho do fusca rosa e do portão da garagem. Cadê a Xuxa? Morreu atropelada, pelas ruas do Quebec. Senti falta dela, fiquei até triste. Isso me fez lembrar da célebre frase de pichador: "Quem não é visto não é lembrado". Ou a também célebre, de dono de carro rebaixado com som maneiro: "Quem não é ouvido não é lembrado". Xuxa só fez falta porque me incomodava. Se ela fosse como os outros vira-latas da rua, quietos, eu não teria lembrado dela. Agora, a diferença da Xuxa cachorra pra Xuxa "rainha dos baixinhos" é que a primeira pouco se importou em latir para ser lembrada. Ela latia apenas porque sua natureza de cão a condicionava a isso. Entretanto, a segunda Xuxa vive disso, de aparecer e ser lembrada. Ela não suportaria ser esquecida. É uma questão de simplicidade. É por isso que eu amo os cachorros.
29.7.04
Os brackets do meu aparelho nos dentes agora estão vermelhos. Mês que vem é verde, depois amarelo, depois azul. Cansei do cinza, agora é época de festa! Pô, já se passaram 4 meses...
28.7.04
NOSSA SENHORA
Esses dias eu dirigi a palavra a uma mulher — mãe de família — chamando-na de você, como sempre faço. E não é que ela encrencou e pediu para chamá-la de senhora?! Ah, faça-me o favor... não tem nem 40 anos, devia ver isso como um elogio. Nem minha vó eu chamo de senhora, e não acho falta de respeito, não. Você substitui tu, pra não ter que usar a segunda pessoa, como na Bíblia. E respeito é mostrado nas atitudes, e não no uso de senhora, e não ou você. Resumindo: A senhora está por fora, eu não fui desreipeitoso com você.
Quando você não é fotogênico não tem, cara... ou você desbaratina e aproveita pra tirar um sarro durante as fotos, ou você sai com cara de tacho, ou sei lá o que. Nessa foto eu desbaratinei, hehe.
Mas nessa foto, eu saí com cara de mané.
Enfim, o carro passou dos 1.000 km rodados. 1.003, para ser mais preciso. Conheci melhor essa cidade, as ruas. Conheci melhor o carro, aprendi a dirigir melhor. Faz parte do aprendizado, nada de muito importante, que mereça ser lembrado. Como diria o Reles: gosto disso!
26.7.04
MYSTIC RIVER
Gostei desse filme. Realmente muito bem escrito e dirigido. A trama é boa e o final é triste, porém surpreendente.
19.7.04
RIP
Cansei desta vida de blogueiro. Vou congelar o blog. Quem quiser falar comigo, este é o meu endereço:
ICQ: 128219353
MSN: petia_pgpt_arroba-hotmail.com
e-mail: spoladore_arroba-gmail.com
17.7.04
Nem tudo o que reluz é OroAnônimo,
escrito durante uma oficina de gravuras em PVC, na exposição sobre a
Arte da Gravura, de Rembrandt, que eu visitei lá no museu Oscar
Niemeyer.
14.7.04
O SENHOR DAS MOSCAS
Crianças australianas sobrevivem uma semana em ilha de deserta
É, eu poderia escrever aqui um texto gigante sobre isso, mas reservo-me no direito de permanecer calado...
10.7.04
7.7.04
4.7.04
2.7.04
É, morreu o cara. O cara que fez Sindicato de Ladrões e o primeiro filme da trilogia de O Poderoso Chefão.
Marlon Brando, aos 80 anos. Muito bons filmes, ótimo ator.
"I never forget a debt."





